Para Tios Espirituais

Algumas Orientações para “Tios Espirituais

Amados,
Não tenho como agradecer a disposição de cada um em ajudar as crianças que estamos trazendo (e creio que Deus está enviando) dos cultos do Ministério Jesus nas Ruas no Derby, para os cultos da Igreja de Cristo da Boa Vista.

Há muito para se falar, mas queria adiantar algumas sugestões quanto à orientação das crianças que vocês estão auxiliando no seu tempo junto à Igreja. Deus permitindo, teremos uma reunião maior, com mais tempo para sugestões e dúvidas. Mais sobre isso no final.

Algumas orientações.

1. Estou sugerindo o termo “tios espirituais” (poderia ser “tios sociais”) ou só “tio/tia” porque de fato cada criança só tem 02 (dois) pais (o biológico e nosso Pai Celestial). Não queria que um desses pais (ou mães) biológicos tivesse ciúme ao ouvir que seu filho agora tem um pai/mãe na Igreja. Tio é um termo mais genérico, usado até nas escolas – e creio que é mais adequado.

2. Como já combinamos na reunião de 31/05, se uma criança precisa ir ao banheiro, deve ser observado o seguinte: menina com mulher e menino com homem. O tio/tia deve aguardar na porta que dá acesso ao banheiro, enquanto a criança faz suas necessidades, a não ser em caso de criança pequena (até 5 anos) que possa precisar de ajuda. Embora a criança possa asseverar que não precisa ser acompanhada (mesmo que você só fique na porta do banheiro), o acompanhamento é necessário para evitar que:
a) venha a sair perambulando pelo prédio depois;
b) se depare com algum adulto que faça uma abordagem indevida ou inconveniente (pode ser visitante).

De qualquer forma, é preciso que nossas crianças estejam acompanhadas em todo momento no nosso convívio para evitar que se envolvam em algo (por sua iniciativa ou de outros) que possa eventualmente macular a experiência dela com a Igreja do Senhor. (Não precisamos adiantar toda essa informação a ela. Basta dizer que você vai e pronto!)

3. Não damos dinheiro ou outros objetos de valor, não prometemos presentes, etc. Não combinamos encontros fora das reuniões da Igreja ou as conduzimos sozinhos até a casa delas. Estamos organizando o transporte das crianças para casa após os cultos, mas, sempre com 02 (dois) adultos presentes e com pelo menos 02 (duas) crianças por carro. Qualquer dúvida ou sugestão em relação a isso, fale em primeiro lugar com Dennis, depois com João Spencer ou Ricardo Santos.

4. Quanto à ceia, uma vez que entendemos que a ceia é algo na qual apenas os adultos que já entregaram suas vidas a Jesus devem participar, não é algo para as crianças participarem, mesmo a título de “só quero experimentar o gosto”. Outro adulto ou até criança observando não vai saber dessa razão e isso criará dificuldades para este adulto ou os pais desta criança. Se a questão é “só quero experimentar o gosto”, então pode-se prometer (e cumprir) mais tarde levando-a lá para a cozinha e pegando o que sobrou do pãozinho e um pouco de suco para ela saber como é. Uma vez feito isso, não se deve tornar um ritual a ser cumprido todo domingo. Se já se sabe como é o gosto, então não precisa experimentar de novo.

5. Nesta mesma linha de raciocínio, é preciso lembrar o que Jesus falou “Sejam astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas” (Mt. 10:16). Embora o contexto tenha sido outro, o princípio é sempre bem lembrado. Nossas crianças vêm de um mundo em que se valoriza muito a astúcia. Consequentemente, elas não raramente podem mentir para nós, ou afirmar algo que não seja a verdade, ou questionar algo que já sabem que não podem fazer. Não tenha vergonha de ser firme naquilo que você sabe que é certo ou errado, nem vacile em cumprir o que a área já previamente combinou. E não se surpreenda se a criança que você está acompanhando ficar chateada, fazer “cara feia”, etc. Isso vai acontecer. Já fizeram tanto isso no passado, e num instante a tempestade passa quando percebem que não dá resultado, ou perdem interesse naquilo que tanto queriam conquistar momentos antes. Quem já é pai já se acostumou com isso. Quem ainda não é, eis uma oportunidade, para ir se preparando porque toda criança tenta estas artimanhas. Qualquer dúvida, pode procurar Dennis, Ricardo Santos, João Spencer, ou um dos presbíteros.

6. Relativo a este último ponto, se algum mau comportamento persiste ou chega ao extremo, já combinamos que ninguém deve disciplinar uma criança fisicamente. Nada de bater, nem segurar o braço e sacudir. Se chegar ao ponto em que você sente a necessidade de fazer isso, chame Dennis, Ricardo Santos, João, ou um dos presbíteros. Estamos à disposição e é parte do nosso ministério ajudar nestes momentos.

7. É importante estabelecer uma estratégia, um contrato de convivência, um acordo entre amigos, onde o respeito deve sempre ser observado, destacando que quando vamos à casa de uma pessoa, por educação devemos respeitar e obedecer às orientações dos que residem naquela casa. É importante que as crianças saibam que a Igreja é um local de respeito, como uma casa de uma pessoa que vamos visitar.

8. Os tios/tias espirituais, devem ocupar um lugar no prédio, nos momentos do culto, de modo que impeçam de uma criança ficar conversando com a outra, brincar futucando ou chutar a cadeira. É importante durante o pequeno momento, buscar no desenrolar da adoração, envolver a criança, orientar no momento da oração, abrir a Bíblia nas leituras, orientar nos cânticos (entonação, vozes de homem e mulher) etc.

9. Se a criança, entregar ao final da aula o material produzido é importante agradecer a consideração dela para contigo, mas é preferível orientar para a mesma levar para casa o material, para apresentar aos pais/responsáveis, o que aprendeu na Igreja.

Só finalizando, vamos lembrar que essas crianças especiais chegaram a nós, creio eu, pela graça do Senhor. Muitas delas não tiveram boas experiências com autoridade e disciplina na sua criação. Muitas são criadas por mães (e em alguns casos pais), que cuidam delas e vários outros sem o auxílio de um cônjuge. É um enorme desafio para essas mães (e pais). Eu entendo que Deus (o Grande Pai de todos nós) está nos permitindo chegar junto a estes pais e mães para darmos uma pequena força, para sermos um pequeno auxílio na criação dos seus filhos. Embora nosso tempo com eles possa ser curto e passageiro, é possível que mesmo assim Deus nos use para sermos uma grande influência para que essas crianças, ao chegarem na idade de escolher, vão tomar o caminho da Luz para seguir nas suas vidas adultas. E não tenha dúvida, elas vão lembrar da influência de um “tio” ou “tia” que as acompanhou durante um breve período naquela Igreja, localizada na Avenida Conde da Boa Vista. Quem sabe, um dia elas voltarão para aquela Igreja para serem membros e trazer os seus filhos para crescerem lá também.

Muito obrigado pela sua ajuda e Deus lhe abençoe.

Recife, PE, 07 de junho de 2015.
Dennis

Gostaria de propor um almoço num domingo em breve após o culto normal na Boa Vista. Com colaboração de R$5 podemos almoçar um delicioso galeto no prédio da Boa Vista e sentarmos para trocar ideias e fazer planos para este ministério. Aceito sugestões para a data, mas já queria sugerir previamente o domingo dia 14/06, pois os outros domingos poderiam ser ocupados com atividades juninas e começo de férias.

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